CASA Nº

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Em respeito pelo passado e para memória futura

 

As fotografias da inauguração do Estádio das Antas em 28 de Maio de 1952 foram tiradas pelo meu pai, Serafim de Araújo.

Na última estou sentado ao lado de minha Mãe.

 

 

 

 

 

 

Hoje, continuamos a orgulhar-nos de pertencer à mesma Família Portista onde o meu Pai entrou como Associado em 1949.

O seu neto, Sérgio Alexandre Bento de Araújo foi fundador e alma-mater neste já novo milénio dos Dragões da Tap, a Primeira Casa virtual do FCP  e os irmãos garantem que o mesmo sangue azul-e-branco lhes corre nas veias!

A saga continua!

 

 

Jorge Nuno Pinto da Costa, na presença de Sardoeira Pinto, Presidente da Mesa da AG, e de outros membros da Direcção do clube azul-e-branco  entregou-me a roseta de ouro por ocasião dos meus 50 anos de associado, em 2001, numa cerimónia que decorreu ainda no Estádio das Antas a cuja inauguração assisti ao lado de meus pais.

Estava presente Hernâni, um dos meus ídolos dos anos cinquenta, com quem tive ocasião de recordar pequenos grandes momentos para mim nas finais da Taça de Portugal no Jamor, em que antes das partidas o meu Pai me ajudava a transpor a fossa em redor do campo para, frente à tribuna, entregar um ramo de flores ao capitão da equipa.

Momentos de fascínio pela descoberta da hercúlea figura de Miguel Arcanjo, cuja musculatura vista da baixeza da minha então pequena altura me lembram ainda hoje as colunas de Rodes, e os dribles de um Carlos Duarte que se esgueirava velozmente pela ponta direita fazendo centros demolidores para a defesa adversária.

Por isso, para mim, o Jamor está inseparavelmente associado a essa nostalgia e magia das finais da Taça da minha infância nos anos cinquenta.

Até porque numa das vezes em que estive presente me perdi do meu pai à saída do Estádio, no meio da multidão.

Um desconhecido apercebendo-se da minha ansiedade e desespero tranquilizou-me. Como sabia balbuciar a minha morada, levou-me de eléctrico a casa ,daí distante mais de 17 km ,sem esperar outra recompensa que não fosse a satisfação de entregar uma criança à sua mãe que me recebeu estupefacta sem sequer ainda saber do sucedido.

Outros tempos, bem diferentes dos actuais em que os meus pais me podiam também confiar à guarda de um qualquer desconhecido de boa aparência quando seguia numa carruagem de combóio de Lisboa para a Régua ...

Inimaginável hoje em dia!

A Primeira Casa do FCP

em Lisboa

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